O atual local que recebe lixo doméstico no aterro sanitário terá, pela última vez, a licença de operação renovada. O documento venceu no meio de dezembro e a Cetesb adiantou ontem à Gazeta que emitirá prorrogação da vida útil da segunda etapa, "Mas agora é definitivo. Será o fim desta célula", conta o gerente da agência da Cetesb em Limeira, Adílson Rossini.
A Prefeitura protocolou o pedido de prorrogação e a vistoria no local será nos próximos dias. Rossini conta que, ultimamente, não são identificados problemas que impeçam a continuidade da atividade. Porém, avisa que outras prorrogações não serão mais possível.
Anteriormente, a preocupação com o fim da vida útil era pela indefinição do destino do lixo doméstico, já que a etapa 3, que é o novo aterro logo à frente do atual, ainda está com o projeto sob análise de impacto ambiental num setor específico da Cetesb, em São Paulo. O estudo é complexo e demorado. O próprio secretário municipal de Meio Ambiente, Domingos Furgione Filho, acredita que o novo aterro comece a operar em pelo menos dois anos.
FÔLEGO
São dois anos, no mínimo, para o funcionamento do novo aterro e, o atual, poderá receber lixo por apenas mais oito meses. A solução encontrada para destinação das toneladas diárias de lixo doméstico é um vale que fica entre as etapas 1 e 2 do atual local.
À tempo, engenheiros da Prefeitura visualizaram a possibilidade de adequar o espaço.
Conforme Rossini, o projeto passou por análise técnica e, recentemente, foi aprovado. O prazo estimado para a utilização deste espaço é de aproximadamente três anos, um alívio, segundo o secretário. "A segunda etapa tem mais oito meses e o novo espaço nos dá autonomia de mais três anos. Nesse período, conseguimos a aprovação e adequação do novo aterro", resume Furgione.
Renata Reis
Gazeta de Limeira - SP